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Jorge Luiz

Dono de uma conversa agradável e engraçada, esse baiano de 45 anos exibe o seu currículo esportivo invejável e explica que começou no esporte já na adolescência. Foi campeão estadual de futsal cinco vezes, campeão de remo iole no percurso Salvador/Mar Grande, Seleções Baiana; SESI e João Florenço no handebol e, também, campeão de natação estilo livre no campeonato SESI. Guarda suas medalhas de honra ao mérito dentro de uma caixa junto com as cartas e lembranças de seu namoro com sua esposa.

Empresário, casado há vinte anos, tem duas filhas de 12 e 10 anos de idade, porém, nenhuma demonstra tanto interesse pelo esporte quanto o pai. Na sua casa de enormes varandas, tem uma quadra de vôlei na grama do jardim e uma piscina, onde recebe os amigos e toma cerveja nos fins de semana.

Moreno, alguns cabelos brancos e com o peso acima do ideal, o único resquício da vida saudável que levava na juventude é o baba nos dias de terça-feira. Resolveu parar quando mudou de emprego, em 1989, e começou a viajar por toda a Bahia – era representante de vendas –, não pôde conciliar o trabalho com o esporte. Mas ainda hoje possui interesse pelo esporte e compara a época em que jogava com a atual: “Hoje em dia, não existe nenhuma empresa que incentive o esporte amador. Na minha época, por exemplo, a Brahma era a maior financiadora, não só de futsal, como também, handebol; vôlei; basquete”.

Desde sempre torcedor do Bahia, consegue ter esperanças de o time subir para a Série B, mesmo não indo a nenhum dos jogos na Fonte Nova, acompanha as notícias nos jornais esportivos e sofre com as piadas dos amigos rubro-negros, mas acredita que o Vitória não esteja assim tão bem não.

2º semestre de 2007

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