
Gal Tropical é um dos álbuns mais aclamados da cantora. Marcou uma época em que ela atingia a maturidade, deixando de usar roupas hippies e de correr descalça pelo palco. Buscava voltar a encontrar com o seu público verdadeiro – aqueles que a seguiam desde a época em que era a estrela do Tropicalismo, agora mais velho e comportado, queriam uma música menos agressiva.
A estréia em janeiro no Rio foi um sucesso, com direito a ingressos esgotados todos os dias e enormes filas debaixo de mau tempo – a produção recebeu duas multas seguidas por excesso de lotação (resistindo à terceira infração apenas porque corria risco de o espetáculo ser automaticamente interditado).
Gal passou por mais de 80 cidades brasileiras, Europa, Ásia, Estados Unidos e América do Sul. O LP do show saiu em agosto no mesmo ano e proporcionou à cantora o seu segundo Disco de Ouro. A faixa “Balancê” tocou nas rádios até não poder mais e “Meu nome é Gal”, na qual fazia um duelo com a guitarra de Robertinho de Recife, fechava a obra com uma certa provocação ao público: seu nome é Gal, e isso significa muito.