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O jornalista do futuro

Muito se discute, atualmente, sobre o conceito de jornalista do futuro. Aquele que domine o cyberespaço (com todas as suas multifunções de interação), o que esteja sempre antenado na velocidade das notícias e que seja confiável (para um jornalista, a credibilidade é obrigação). Mas vamos falar sério, esse modelo de jornalismo não é fácil de conseguir.

Primeiro, o cara que tem que dominar a maioria das ferramentas disponíveis (que não são poucas) desse meio multimidiático – fazer edição de imagens (seja em vídeo ou foto) para disponibilizar nos sites, escrever textos de rápida leitura e cheios de hiperlinks, para que possam acentuar a discussão do tema, além de disponibilizar algum áudio interessante, e tudo isso na velocidade da luz – a internet não tem periodismo, ganha audiência aquele que postar primeiro.

Todos esses atributos são alimentados no intuito de ter uma clientela fiel ao seu canal de notícia. O espectador da internet é muito instável, ele pode mudar de idéia, ou cansar-se do material e com apenas um click do mouse sair da sua página e esquecer que um dia passou por ali.

Outra, ele tem que prestar atenção no material veiculado pelas outras mídias e estar sempre à frente. É praticamente uma corrida maluca pela velocidade da informação, os sites brigam por segundos de cada informação disponibilizada – seja no twitter (onde se pode disponibilizar uma pequena amostra do material) ou em blogs (quando o texto é mais opinativo e cheio de firulas intermidiáticas), Facebook, Orkut, Flickr, Myspace, Youtube (cada qual explorando em maior intensidade a sua vertente: discussões em comunidades, fotos, vídeos e áudio).

Mas o principal é a qualidade da informação. A internet esta cheia de erros de apuração, diz-se o que quer sem se preocupar com o que realmente está por trás da situação, disseminam-se inverdades que prejudicam o trabalho de muitas pessoas – desde a vida pessoal de celebridades ao apuramento de um caso policial, como a situação da brasileira “atacada” por neo-nazistas lá fora.

A informação tem muita influencia sobre a vida de seus espectadores. É um meio de comunicação que tem o poder de atingir a platéia de diversas formas e intensidades, basta que esta esteja curiosa sobre o acontecido. Para ser o jornalista do futuro (um futuro que já está sendo vivido) é necessário conviver nesse meio de forma responsável e profissional, adequando-se à maré ao mesmo tempo em que construindo o seu próprio método de captação de audiência.

1º semestre de 2009

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