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Indisposto e macambúzio o Bahia ainda tem salvação

“Convoco a todos os torcedores para irem domingo à fonte nova com o intuito de derrubar essa raça maldita… Todos são culpados: técnico, jogadores e diretores. Será o maior protesto e indignação do Brasil, conto com todos. Se não saírem por bem, sairão por mal… O Bahia é nosso!”. É assim que a torcida de recorde de presença entre todos os times dos Campeonatos Brasileiros reage ao próprio clube, que naquele domingo iria disputar sua última chance de passar para a octogonal da 3° divisão. Esse trecho de um texto do site da Bamor exemplifica a situação qual se encontra um dos times mais tradicionais da Bahia.

O Bahia já enfrentou inúmeros problemas financeiros durante seu percurso de mais de 70 anos, em 1941, por exemplo, quase vai à falência e foi despejado de sua sede por falta de pagamento de aluguéis. Mas essa última fase começou em 1998 quando deixou de participar da série A; desde lá vem caindo pelas tabelas até que chegou ao fundo do poço em 2005, a terrível e vergonhosa série C.

Os atrasos nos pagamentos dos jogadores, falta de investimentos confiáveis e falta de investidores – que não se sentem atraídos pela má fama da empresa – fazem com que o time perambule pela octogonal e consiga se manter, pelo menos, entre os quatro primeiros colocados. E a culpa do próprio fracasso cai sobre a diretoria, que não dá satisfação a ninguém sobre o caixa do Clube e nem acerca das contratações realizadas.

Essa mesma história aconteceu com o Vitória, a empresa, em 2004, se encontrava envolvida em processos ilícitos e contagiou também o clube que caiu para a 2ªdivisão e logo depois para a 3º. Por crime de evasão de divisas o Ministério público Federal pediu a Polícia Federal que abrisse inquérito policial contra a empresa. O resultado ainda está por vir, porém, o presidente do time, Paulo Carneiro, foi exonerado do cargo e de lá para cá, o time já conseguiu sair da série C e está rumo a 1ª divisão.

Já o Bahia, continua indisposto e macambúzio sem muito saber como reagir. O clube, que deve justificativas aos seus fiéis torcedores, ainda não tomou nenhuma iniciativa e o presidente Petrônio Barrada recusa afastar-se do cargo – vontade da maioria dos apaixonados pelo time. Porém o objetivo do Bahia ainda pode ser alcançado nesse final de Campeonato. O milagre que ocorreu no jogo essencial para a octogonal pode acontecer novamente e quem sabe o Bahia não sobe para a série B?

2º semestre de 2007

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Jorge Luiz

Dono de uma conversa agradável e engraçada, esse baiano de 45 anos exibe o seu currículo esportivo invejável e explica que começou no esporte já na adolescência. Foi campeão estadual de futsal cinco vezes, campeão de remo iole no percurso Salvador/Mar Grande, Seleções Baiana; SESI e João Florenço no handebol e, também, campeão de natação estilo livre no campeonato SESI. Guarda suas medalhas de honra ao mérito dentro de uma caixa junto com as cartas e lembranças de seu namoro com sua esposa.

Empresário, casado há vinte anos, tem duas filhas de 12 e 10 anos de idade, porém, nenhuma demonstra tanto interesse pelo esporte quanto o pai. Na sua casa de enormes varandas, tem uma quadra de vôlei na grama do jardim e uma piscina, onde recebe os amigos e toma cerveja nos fins de semana.

Moreno, alguns cabelos brancos e com o peso acima do ideal, o único resquício da vida saudável que levava na juventude é o baba nos dias de terça-feira. Resolveu parar quando mudou de emprego, em 1989, e começou a viajar por toda a Bahia – era representante de vendas –, não pôde conciliar o trabalho com o esporte. Mas ainda hoje possui interesse pelo esporte e compara a época em que jogava com a atual: “Hoje em dia, não existe nenhuma empresa que incentive o esporte amador. Na minha época, por exemplo, a Brahma era a maior financiadora, não só de futsal, como também, handebol; vôlei; basquete”.

Desde sempre torcedor do Bahia, consegue ter esperanças de o time subir para a Série B, mesmo não indo a nenhum dos jogos na Fonte Nova, acompanha as notícias nos jornais esportivos e sofre com as piadas dos amigos rubro-negros, mas acredita que o Vitória não esteja assim tão bem não.

2º semestre de 2007

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