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Solar do Unhão

O Solar do Unhão foi construído no século XVIII, tombado pelo Governo Federal na década de 40 e comprado pelo Governo Estadual em 1969. Atualmente, é onde funciona o Museu de Arte Moderna da Bahia, utilizado para promover a cultura na capital baiana através de exposições externas (artistas escolhidos para apresentar seus trabalhos), exposição fixa, cursos e oficinas culturais, cinema, jazz e oficina de pintura infantil.

Na Capela de N. Senhora da Conceição, está a exposição de Carlito Carvalhosa – de arte visual contrastante com o patrimônio artístico histórico. No prédio principal (térreo e 1º andar) está a exposição de Daniel Senise, um dos principais nomes da arte contemporânea da década de 80. No primeiro andar costuma ficar as obras fixas do museu: Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral, Salvador Dali; porém, elas estão em restauração e devem ser devolvidas ainda nesse semestre.

O cinema funciona no prédio em frente à Capela, com apenas uma sala, ele apresenta quatro filmes diferentes por dia, optando por aqueles que estejam fora do circuito comercial, um deles “Piaf, um hino ao amor”, que ganhou Oscar de Melhor Atriz em 2007, ficou em cartaz durante dois meses na sala do MAM.

As oficinas e cursos culturais estão temporariamente parados devido a reforma no sub-solo do museu, onde funcionavam.

Durante os fins-de-semana, no estacionamento do museu funcionam o JAM no MAM – projeto que visa estimular e difundir o jazz e recebe a cada sábado cerca de 1000 a 1200 pessoas dispostas a ouvir boa música e ver o pôr do sol; e a Oficina de Pintura Infantil – proposta para incluir as crianças da comunidade das redondezas no meio cultural da cidade, funciona nas manhãs de domingo e é de graça.

1º semestre de 2008

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Um Brasil estrangeiro

O mundo está interligando-se cada vez mais através da globalização. As culturas se misturam e se perdem no meio de informações que são coletadas e adquiridas. O Brasil é um grande componente dessa nova maneira de lidar com a cultura, por isso seus valores e tradições estão sofrendo uma miscelânea e assimilando os valores e tradições estrangeiros, principalmente de países que detêm maior poder econômico. Será que devemos deixar que a nossa cultura pouco a pouco se perca? Até que ponto podemos manter a nossa identidade?

O capitalismo é um grande influenciador da mistura de culturas, seu interesse maior está em garantir o lucro com a venda de seus produtos – geralmente de países com economias favorecidas: EUA, União Européia, Japão… – esses produtos são empurrados goela abaixo dos países ditos de “terceiro mundo” – latino-americanos, africanos, asiáticos. O que ocorre é que qualquer ser humano quer sempre ser, e até mesmo parecer ser melhor que os outros.

E a categoria “terceiro mundo” não faz parte da lista de ambições de um homem. Se o que é “primeiro mundo” é o que vem do estrangeiro, então vamos acolher esses valores vendidos e encarnar uma cultura diferente da nossa, ou como dizem: “superior” a nossa. Dessa forma, em cada canto de uma cidade grande encontramos os produtos das indústrias mais influentes: Mc´Donalds, Nike, Coca-Cola, GM; e, principalmente, o idioma inglês, que é tido como o mais fácil de ser aprendido, o que todo o mundo fala, e, num currículo, é mais importante que o próprio idioma.

Mesmo que movimente a economia do país, atraindo mais comércio ou indústrias ou alguma mão de obra habilitada, tornando o Brasil um país com maior PIB, a globalização não trará os benefícios necessários: renda para todos os brasileiros, moradia, educação, saúde. O que fará é concentrar cada vez mais a renda nas mãos de poucos e aumentar a desigualdade social, além de perder a identidade do nosso povo.

Deveríamos ter um lei de proteção cultural, que ajudasse a defender a nossa cultura, tanto o idioma português brasileiro quanto a valorização dos produtos originários do Brasil, para que ela seja preservada e sobreviva  a essa absorção de valores alheios. Um país sem cultura própria é um país sem identidade e sem identidade não há nação.

1º semestre de 2007

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